quarta-feira, 25 de julho de 2012

hypeordinary


Sabe, sou mais dos textos 'sobe muro' masculinos da internet. É sério! O caminho é exatamente esse, sempre. Texto mamão com açucar, sem nada de tanta intriga. Imagine como quem trepa em um paredão. Primeiro, você vê o desafio; precisa de um título forte. Passo dois, você corre e dá um pulo forte para alcançar o topo; tom sexy e pulsante, que vale a aventura. Depois de pendurado, agora você precisa usar as pernas - estilo "correndinho" - pra criar tração e subir; % que convencem. Feito isso, aí é usar os braços para se colocar no topo; a aventura de fato já passou, vem o discurso social. Finalmente, depois do jabá, você finalmente se levante e descobre que o landscape tão desejado nada mais é que uma boa olhada na Lya Luft - careta. É aí que você se dá conta, está apenas em cima do muro.

sexta-feira, 25 de março de 2011

hypehoppeduptown

Já parou pra pensar que as grandes cidades, as ditas metrópoles, são movidas ao fundo pela infelicidade? Conheço poucos sênior que admiram uma capital e se sobrepõem ao instinto mais primitivo do viver. Não ter mais força nas cadeiras ou reflexos para tantos carros deve ser fatal. Sim, a cidade está sempre em muito movimento, ebulindo pelos cantos da tampa o que o exagero não pode conter. Antes, a cidade infeliz começou contente e pacata, mas cresceu e atraiu os olhares femininos, os colarinhos daqui, de ali e de acolá. Dos burgueses aos mecenas, ela logo olhou pra cima e começou a se fortalecer. A segunda vista, a paixão pelo avante, pelas luzes de mais tarde e por aqueles programas de qual não falamos queimam. Fogo. Ao primeiro andar, você logo se seduz. Acredite na beleza, disse ela. Tão viva como você, falha como eles e sedutora como as pernas delas. E nesse vai-e-vêm que encontramos uma competição, que começa calma pelos cantos e logo chega a encarnar gritos. Normal. Aos poucos uns vencem, muitos empatam e aqueles que você esquece de contar perdem. E é ai que a cidade encontra sua essência. Um acidente. Um erro. Um equivoco. Spleen. Curioso como esse momento que sentiu-se enjôo, dali saíram belas melodias das quais não acalmavam o coração marcado, elas apenas o entendiam. E entender esse um é assumir ser cidadão, e como a maioria, infeliz. Calma, essa é a essência, não a imagem. Tome um banho. Sim cara, podemos driblar o inevitável de formas muito curiosas. Uns jogam com piadas, outros arremessam com poemas. Num bar desses próximo a aurora, dizem que o poema não é do poeta, mas sim de quem precisa. Vai ver por isso que gosto tanto do humor. Preciso dele. Aprendi a abraçar a cômica desses poemas lavados. Lindo. E como tudo radiante, obtou-se pelo negro, pelo deboche, pelo urbano da graxa. Aquela graça que te atinge suja, caro condômino. E ai que ele achou muito mais humor quando o bobo termina dizendo um caralho. Mas o que admira, meu querido inquilino, é que gostamos dessa receita - e como gostamos do cachorro-quente das ruas. As histórias do tio o fazem acreditar. Mas que comédia é essa escondida nos prédios altos da avenida e nas trilhas da buzina?! Só podemos ser um acaso; um mero acidente. Mas mal sabia ele que, segundo Sig, acidentes não existem.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

hypelesscrank

Vai lá - reflete comigo. As idéias por trás das linhas de qualquer marmanjo são tão claras que se afinam na essência do provérbio - mas de nada que nunca se tenha previsto. Que começo, humm, ácido (esse adjetivo é fantástico). Ouvi esses dias proclamarem por ai, quase como lei. Seja humilde meu filho – ninguém gosta de um arrogante. Pêra lá. Seja humilde contra (a escolha errada que é) a arrogância? Arrogância?! Quem em sã consciência briga para todos sermos humilde se opondo a arrogância? Saber que a humildade reina e conquista todos nunca foi um problema. Em um país carente e subdesenvolvido ser como a maioria é quase um “bilhete-único” para a popularidade – um abraço aos populistas! Não é que a essência seja ruim – juro – mas sim é o perigo que se esconde por trás dela que a torna letal. Sempre sinto uma tremenda falta para um olhar mais aprofundado à humildade. Esse substantivo feminino é sim o perfeito lobo na pele de cordeiro. Optar por ser humilde a ser arrogante é tão fácil quanto de dois mais dois – pasme – faz-se quatro. Aprender com os erros é sim uma verdade natural aos homens. Só aprendemos a cavalgar quando caímos do galope. Saber dos seus limites e respeita-los já é uma bela mostra de total sabedoria. Agir com humildade só para se opor a obvia arrogância rejeitada por todos é um erro; e um erro bastante arrogante. Você pode até tentar. Se esconder ou até mesmo disfarçar. Olhar pra baixo como quem dá ouro aos derrotados. O problema é que a humildade é algo da subjetividade; uma essência pessoal. Ela pode, e muitas vezes, se fazer apenas um artifício do orgulhoso; que se rebaixa para melhor se elevar. Sim, sim, meu mestre. Não existe disfarce melhor ou mais eficaz do que a humildade. Sábios seres do povo; como todos os fudidos. Cuidado. Saiba, como disse Bernardes, “o verdadeiro humilde não presume que o seja”. E outra, por que a arrogância deve ser sempre tão mal-vista? Já vi muitos arrogantes criarem as obras mais lindas do que a de muitos humildes por ai. Sabe, a melhor opção entre os lados propostos por um alguém ai, aqui ou acolá seja mesmo a essência de cada um, pois só o verdadeiro que não se esconde entre óbvios e efêmeros pode extrair o melhor de si. Nem Mozart nem muito menos Miles Davis foram humildes, e mesmo assim criaram as mais belas composições, e sim, reagiram com maestria belas orquestras.

O segredo para a convivência é o respeito por todos. Se quiser ser arrogante, seja. Não se engane. Mas claro, respeite para ser respeitado. A humildade e a arrogância podem ser muito bem aparadas quando se valem ao respeito. Não seja tão orgulhoso da sua humildade. Como diria a minha querida Golda Meir, “Não seja tão humilde. Você não é tão importante assim”.



segunda-feira, 29 de junho de 2009

hypelesstv

Bom dia. Sim, o dia amanheceu belo, púrpura, calmo demais aos otimistas. Boa hora pra voltar a desabafar. Yeah, yeah - time is money daft punks. Bom, como diria minha amiga Fernanda Young, o melhor momento pra escrever é o seu pior momento - o sentido era esse. E nada melhor do que uma irritação pós domingo+faustão+veja+fantástico - aaaaahhhh. Sim, é assustador. Juro, faz tempo que quero falar do melhor tema de todos: a crise assustadora que é o jornalismo atual. Alias, vou virar meus canhões para o melhor de todos, o telejornalismo; alias, a programação em geral. Sim, sim salabim! Ontem eu fiquei aterrorizado com a "revista digital" (haha, por favor!) fantástico. Eles televisionarem o que a Veja - outro tiro no pé - já te contava de manhã, tudo bem. Agora criar reality-journalism-show com famílias errantes já é demais. Vou pular pro próximo parágrafo só pra separar o texto à indignação.

Em um quadro X com uma reporterzinha XY gordinha numa mesa redonda elas - outra blah - ficam analisando o óbvio de uma familiazinha qualquer. Bahh, a crise está tão forte pelos Projac que os macaquinhos de lá já estão doidos de prozac?! Notícias fúteis, fáceis e marteladas na cabeça. Passaram horas falando o que todos já sabiam. Por quê?! Medo de se reciclar? Tsc tsc. Vão se afogar, como "corajosos" com cimento aos pés. Fantástico mesmo. Isso quando não me aparece uma matéria digna que todo mundo "está" curioso que mereça ser televisionada. Quer ver? Vamos voltar no tempo. ZZZZZZZZummm. Gripe Suína "Gripe suína já se espalha pelos EUA".ZZZZZZummm. Deputado Estadual Carli Filho. "190km/h é crime"*. ZZZZZZummm. Air France "Avião que ir do Rio a Paris desaparece no ar". Ual, sim, e menos de uma semana tinha tudo isso no ar, e uma notícia quebrava a outra. Tanto que na época do Air France eu jurava que a pandemia matadora foi curada como um lindo milagre mas ninguém achou interessante comentar. Ou pior, eles enchem tanto que o público fica com opiniões obvias sem refletir tudo que se devia. Vou te provar do que estou falando. No próximo parágrafo vou defender sim o deputado voador num ponto de vista que muitos nem refletiram. Duvida? Ó.

Na madrugada de quinta-feira, o deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho (PSB) dirigia seu belo modelo Passat de cor preta pela rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi quando - BUM - colidiu com um Honda Fit prata. Com o impacto da batida, os ocupantes do Honda Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida morreram na hora. Tragédia. Mas o que faria um homem público perder a cabeça? Aonde ele estava e na velocidade que ele chegava o deputado só se salvou por causa dos infelizes. Qualquer um naquele lugar saberia disso. Agora imagine: só há uma coisa que ele não consegue ter com seu poder. E se uma guria diz não, nenhum cargo público ou dinheiro a faz dormir com ele. Bah, e se o guri certinho surtou e ficou chateado. Boêmio que é chorou as lagrimas a uns belos Luigi Bosca gran reserva malbec. Desolado pela perda, resolveu que a vida não valia mais a pena. Cansou do mundo. As bromélias não eram mais o que ele imaginava. E agora? Vamos correr a 190 km/h - o que tens a perder Carli? "Vou decolar desse mundo". Infeliz na escolha guri. Agora, será que ele é mesmo um monstro? Bom, que ele tem a política no sangue, isso é fato. O papai Fernando Ribas Carli é o atual prefeito de Guarapuava pela segunda vez (já foi deputado estadual, deputado federal e chefe da Casa Civil do Paraná). O bisavô (Flávio Carvalho Guimarães) foi senador. O avô (Plauto Miró Guimarães) foi prefeito de Ponta Grossa e secretário de Estado do Interior e Justiça e o tio bundão (Plauto Miró Guimarães Filho) é deputado estadual. Tá, e daí!? Daí que ele nasceu, viveu e cresceu ao lado de proteção política. Aprendeu desde cedo o que é dar carteirada e não ter medo de nada. Aposto que nunca teve problemas com justiça, trabalho, brigas, dinheiro - probleminhas que nos incomodam. Multas? Bah, o papai ou o vovô cuidava disso. Errado? Humano. Todos usamos o poder que temos a nosso favor e aos nossos amigos - quantas vezes não peguei livro na biblioteca para os outros; no fundo, a tese é a mesma. Vou dar outro exemplo pra tentar mostrar pra Elisa como penso. Eu trabalho em um plano de saúde. Se alguem estiver mal no hospital e você me avisar, posso pedir um atendimento máximo, fazendo os médicos irem lá e tratarem muito bem o paciente. Ok, legal. Pode ser que o médico X olhe mais para o paciente Y que eu indiquei como "meu primo" e um outro qualquer que precise de mais atenção venha a se der mal, só pela falta de atenção. Sim, isso foi só um exemplo mas quantas pessoas não arrumam estágios assim, por baixo do pano? Falar mal deles é fácil, agora mentir pra não pegar uma multa ou colocar no nome de outro não segue o mesmo raciocínio? E calma, não digo que foi isso mesmo que aconteceu, mas pode ter sido. Vamos, me prove o contrário. Agora antes de apontar deveriamos refletir. E se não temos poder, conhecimento ou profundidade, será que deveriamos mesmo opinar?! Por exemplo, o adesivo"190km/h é crime. Imprudência tem limite". Não! Não! Imprudência não tem limite. E é isso que a torna imprudência.


Ei, não, não estou defendendo o doutor deputado. Acho que ele errou e deve pagar pelo ato que fez. Ponto final. Mas a mídia e a população gostam de brigar e gritar. Idade média. FOGUEIRA! FOGUEIRA! É, não somos tão diferentes como achávamos. Mas sempre tem gente que gosta de se enrolar no moto-perpétuo da televisão aberta. O público gosta dessa programação ruim mesmo ou a programação que é ruim e o público é obrigado a aceitar - mas isso não torna tudo uma bola de neve? Será que uma programação mais inteligente criaria um público mais crítico e consciente (mas é isso que eles querem?). Sim guri, vide o CQC. Mas pra que precisar de roteiros bem-escritos, atores revelação e opiniões pertinentes – que custam caro? O Zorra Total usa o mesmo quadro por meses, e se está lá, é porque tem infeliz que vê. É mais fácil, mais barato. E tudo continua patinando como um grande elefante branco. Massa. É o caso atualmente dos #forasarney no twitter. A campanha é linda, mas tenha cuidado para não ser levado como antes. Se ele foi eleito, é porque muitos foram na onda de outros. Agora, antes de ir na onda, leia e entenda o protesto. Será que o caso é nobre mesmo?! Me responda. Eu já tenho a minha opinião.

Apelação por reality shows, conversas intermináveis com atores bobos (why? why?) e comentários pós entrevista numa pessoalidade invejável só eles mesmo. Grrr. Não é a toa que a mãe solteira Rede Record - que perdeu todos os pontos comigo ao pagar 3 milhões pro GUGU - está passando a Grobo (sim, com R). Aprenda uma base da comunicação. Em tese, toda marca só anuncia algo quando existe um problema. Ta na TV? Aprenda, não tem glamour algum. Quem anuncia está sim caindo. E da pra ver de longe que a globo tem um belo problemão - o fim do monopólio; ufa. Jogo duro? Video-show ao vivo? Patrícia Poeta e Zeca Camargo em vinhetas para adiantar o Fantástico? Se eles continuarem assim, o fim está chegando.

O que machuca é saber o poder que eles têm para criar, manter ou destruir. Exemplo na garganta, Michael Jackson. Falaram mal a vida toda. Pedófilo, tarado e maluco. Nariz de Grinch e cabeça de criança. Agora que ele morreu o guri assediado diz era tudo mentira – suposto, mas acredito sim nessa tese. Por US$25 milhões, quem não entraria nessa. Ótimo, nunca investigam - apenas apontam. Lá se foi um bom homem, no mínimo musicalmente. Mas tudo bem, o importante é que teremos tributos e mais tributos. Não vai perder não. As 21h na puta-que-pariu.

Boa noite.


*rip MJ

segunda-feira, 11 de maio de 2009

hypehorror

Bom dia.

Mais do que hype, 100% necessário ao bem-estar da nação. Sim, sim, sim. Aos cagões de plantão, ansiosos na questão e teimosos por opção - com certeza, hoje, o hype deveria ser o horror. Sim, ele mesmo. Sabe aquele momento que em tudo trava, o coração desperta a mil pauladas e você se encontra impotente - congelado. Esse momento é mágico, não? Mas calma, ante de começar tudo isso não confunda horror com terror. Ok, essa é uma definição (diferenciação) utilizada na língua inglesa, mas deveria se valer ao português. O terror se caracteriza pelo uso da obscuridade do fatos, utilizando-se do sobrenatural - PAW - som de trovão produção. Já o querido horror, em contra-partida, usa de caráter natural, real e vivo para assustar. Ou seja, existe sim uma chance ao mais cético de todos de que tudo aquilo venha a acontecer. É guri, essas coisas infelizmente acontecem. E é ai, sim, que mora o perigo. A essência dessa magia - momento Paulo Coelho, desculpe - que é o horror. Monstros não existem, ok. Agora os psicopatas do Datena, sim, existem. E quem não tem medo de, vamos ver, São Paulo?! Tirando os paulistas, principalmente os "loco-por-ti-curinthians" todo mundo teme a cidade. Sim, com o seu tamanho fica um pouco mais fácil de entender porquê. Mas sim, todo mundo de fora morre de medo de São Paulo, além de muito menos entende como aquela maquina ainda se move - e sempre na frente de todos. E sabe, é tudo por causa do horror que ela consegue transmitir; vide tamanho dos problemas. Obrigado Datena, Cracolândia e João Gordo. Amém.

Agora quem acha isso ruim está enganado. Aprenda, nada é oito ou oitenta. Hoje o horror se mostra uma necessidade. Por quê? O medo lhe põe limites, lhe dá opções e conserta a moral de qualquer bobo rapidinho. Não que essa seja a melhor opção - e não, por favor, não generalize - mas para alguns casos eu não vejo mal algum. O crime tem que temer a polícia. Check. A polícia tem que temer a política. Check. Mas e a política?! Se tudo está como está, eles não devem temem mais ninguém, certo? Por isso sou totalmente a favor do terrorismo aos políticos - PAW #2. Que o sítio de horror se erga e assuste os eleitos. Que tal "Sexta-feira 13 - A Folga Macabra"? -produção, sobe risada de vilão - boa - agora entra o PAW #3.

Viu só?


Contando, desvio, lavagem, passagens repassadas, corrupção, lobbys - isso que é democracia? O problema meu caro ou cara é mesmo a lógica de trabalho no país. Sim, já é um probliea cultural. Quem nunca sonhou em seguir uma carreira pública? Eu. Que tal um emprego com um belo salário, horários flexíveis, facilidades corporativas federativas e sem data para expirar? Bahh. eu sei que você se interessou. Tá, agora agregue uma bela aposentadoria, passagens aéreas, motorista, reembolsos diversos além de uma bela vista pra Brasília (grande merda)?! Será que eles precisam de tudo isso?! Ó, nunca conheci um político pobre. Juro. Tsc, todos sabem que para se eleger, precisa de muito dinheiro e muitos contatos; com dinheiro. Nenhum pobrezinho vai a casa branca - a não ser por visita guiada. Sim, o congresso; PAW #5. Ok, além disso, por que eles ganham o belo salário que ganham!? Pelas aulas sobre Smith, Marx e Weber, o salário não deve cobrir gastos com alimentação, segurança, saúde - blah blah blah - e até lazer e entretenimento; dele e da família?! Agora, se pagam tudo para os políticos, o salário serve pra que!? Tsc... Mas o que fazer com tudo isso? Todos reclamam, mas se estivessem lá fariam diferentes? Você faria diferente!? PAW #6 - entra som e baixa "pa-pa-pa-paaaa".

Agora é o momento de reflexão e solução. Tá, e se - de um dia para o outro - os políticos tivessem o horror como um medo maior? Duvido que isso continua-se. Se um dia alguém ameaçar os políticos corruptos de morte - legal - eu apoio, ajudo, acoberto e aplaudo em pé - nem que seja só por terrorismo. Alia, vivemos em um mundo de terrorismo. Talvez seja a hora de assusta-los. O papo "você deve escolher melhor o seu candidato" e muito pacifista e pouco funcional. Pegue o CQC por exemplo, um belo programa que mostra a ignorância dos melhores - cof cof - políticos. Algo acontece? O povo ri, fim. Uma pena. E quanto mais fundo vamos, mas enrolados ficamos. Mais medo logo teremos e logo voltaremos ao mesmo. É, o caminho é meio complicado. Se um dia eu ganhar na mega-sena, vou fazer um curso intensivo "militar-fodão" e assusto todos eles. Absurdo! Pena que ainda não acumulou. Ai sim. Vou ter tanto dinheiro que posso fazer planos mirabolantes e usar de artilharia pesada pra cima deles. Se me acharem, eu pago o suborno - e assim dou um passe de morte pra ele. Vire as costas, BANG-BANG - you're dead. Um moto-perpétuo. Uma carga. Só uma. E se eu nunca ganhar na mega? Ó, melhor - lembrei de uma velha tese minha. Preciso ser eleito. Me ajuda? Ok. No senado, iria propor uma simples lei "Pena de morte para apenas políticos corruptos/ladrões" (votos abertos transmissão ao vivo TV Senado). Quem votasse NÃO iria se declarar corrupto; ladrão. Seria inevitável a gloria. Eu sei que é inconstitucional, mas imagine que fosse a votação. Seria legal, né não?

Aposto que o nosso horror pode sim vencer o terror que eles nos fazem. Enquanto ficamos assistindo a banda passar, a marchinha continua em canção lenta e a prosa já corre pra lá. Do-Re-Mi o caralho, vou ter que começar a jogar na mega-sena ou entrar para algum partido.

Aguarde. Here comes Johnny!
Boa noite.

terça-feira, 31 de março de 2009

hypewebweb

Hype new wave groove thing, that's the WEB. Sim, sim salabim. Quem não ama cantar as graças da fantástica e revolucionária internet?! Não vou mentir a ninguém aqui não. Eu estava esses dias por aqui lendo o blog do meu querido amigo bola, betium ou João mesmo; o tal de Planeje (http://planone.wordpress.com/). Lendo ao post "Estamos chegando a era da internet" criei uma imagem mais positiva da internet pra mim, afinal descobri que esse bichinho chamado web cresce rapido demais, só que os "avós" da gerencia aqui não saber como usa-la. Ufa! Haha. Voltando, ok, eu sei - eles não. Massa. Mas até que ponto isso se torna positivo? Digo isso pois sei bem como é viver nesse mundo interativo e novo. Sim, mundo! Mas não um mundo qualquer. Um belo e admirável mundo novo, cheio de tecnocracias e pornografia. É engraçado imaginar como sempre fomos tarados - e agora saciados. God save the web. Mas cuidado, esse admirável mundo novo (que já é velho - tenho banda larga desde 1999) é bem mais perigoso do que o seu blog imaginava. Juro – tsc, presta atenção. Não são apenas por vírus mas por vícios. Um fato todos temos que entender, a revolução se fez. Informação na palma da mão, blogs dando suas versão, orkut pro meu cão, o submarino ta em promoção e, por fim, Jeremias e o seu cão - que boto pra nóis beber. Se você achou engraçado o final, cuidado, você pode estar seguindo o caminho da discórdia de satanás. Essa revolução, que não para de crescer, gruda todos nós a frente do computador sem deixar piscar (http://www.tudonahora.com.br/noticia.php?noticia=44739) ... - lido no blog do Bola. Ok, parte um completa. Agora vou ter que pular pro próximo parágrafo pra defender a minha opinião. Prontos?!

Ufa, bem melhor. O que eu quero dizer com tudo isso é que estamos tão mergulhados a internet, interatividade, iphone e google street fuckin' view (que é muito foda! haha) que esquecemos da realidade. Nunca achei tão bom voltar a pé pra casa ainda andando pelo passeio público de Curitiba, o pseudo-trianon e pseudo-central park dessa cidade linda e provinciana. Não é a toa que a moda retro está tão forte no mercado. Tudo é uma fuga desse buraco negro de zeroe1, zeroe1, zeroe1, zeroe1, zeroe1. Reset! Mesmo. Não é a toa que amo os vinis que eu tenho em casa, as minhas câmeras fotográficas mecânicas (sim, filme!) e calças boca de sino (mentira!). Não sei se esse é um síndrome só minha, mas quanto mais mergulhamos na internet, emergimos à realidade. O segredo é saber equilibrar. Mas eu preferia desequilibrar a realidade. Melhor. Me sinto melhor ou mais um tanto mais vivo. Hoje passei o dia pensando em como criar esse desabafo, assisti a entrar fictícia de Lost se fosse nos anos 80 (http://www.youtube.com/watch?v=L4AEEoX3d3E) e escutei o fantástico beat break acid groove yô do Forss (http://forss.to/), além de twittar (www.twitter.com/seumuniz) umas piadas. Ahhhh! Viu?! Eu usei três links pra mostrar o meu dia e você está no quarto! Entendeu!? Hahaha. No mínimo tudo acontece com muito bom humor. Vai ver é por isso que a internet ganha tantos adeptos. Nunca vi qualidade e bom humor trabalharem tanto. O problema é que se tu resolver seguir esse desabafo seco, tu irás lhe causar um belo problema. E o curriculum vitae, portfolio e o orkut?! É, precisamos dessa coisa. Agora uma coisa eu sei, nada vai superar os meus passeios, cafés e domingos de manhã na casa da minha namorada. A moral da história é que ela web seca minha garganta, que fica sedenta por conhecimento - e mais, com fome de saber, ver, tocar. London é linda no flickr, no google maps/street view e no orkut da sua amiga paty, mas nada ganha do que você tomar uma pela pint of guinness em um pub no soho - não, não sou gay. Ladies&Gen – tambores – Ain't Nothin But The Blues (http://is.gd/pTJa e http://www.aintnothinbut.co.uk/). É. essa tal de internet ta me deixando deslocado e bobo de saudades. Acho que vou deixar o blog de lado um pouco e latir incessantemente para meus amigos. Café!? Boa.


Bom, é assim que veio ao meu andar. Concorda? Discorda!?
Que tal!? Me convença a errar. Vai - quero ver ganhar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

hypegastronomy

Bom dia e boa sorte. Vamos lá. Se tem algo hype mesmo que ilumina as manhãs de qualquer mortal com certeza, sim confirme, é ter um belo café da manhã. Juro, nada lhe motiva mais do que - depois de um sexo matinal - que um belo café da manhã (melhor analisar o combo pra já sair ganhando). Ok, ok, assim fica fácil mas eu já conheci muita gente que vai em motéis só pra comer o café da manhã. Juro. Sim, as namoradas deles não eram fantásticas, mas isso não conta - finja que não. A questão é que eu sempre vi a gastronomia como astronomia - vide o tempero da vida. Entenda, a riqueza dela é tão fantástica e isso conquista as mulheres rapidinho - quase que inflamável. Maravilha, não?! Que tão sair do sofá e ir pra cozinha?! Calma, não encare tudo com medo. Gastronomia é um nome pesado? Ok, que tal cozinhar? Ponto. Então, o ato de cozinhar não deve ser visto como algo tão glamoroso, luxuoso ou sei lá o que de lá. Besteira - tudo intriga da oposição. Cozinhar é uma essência. Cozinhar é uma arte - uma guerra! Não acredita?! Ó - http://www.youtube.com/watch?v=lI-YVfb1bSE. Há! Peguei você. Como meu grande amigo Jamie diz, vamos deixar as coisas simples. Simples receitas. Simples ingredientes. Não esqueça, menos sempre é mais. A propósito, se encontra-lo, de um abraço por mim. Voltando - sim, hoje estou oscilando - entenda que essa arte serve para muitas coisas então não seja bobo e anote ai. Um, as mulheres adoram. Dois, as mulheres adoram. Três, relaxa e é um ótimo momento para conversar e tomar um bom vinho - com as mulheres, claro. Quatro - você precisa de um quatro?! Procure um quarto, pois se você seguiu meu conselho vai querer parar de cozinhar e comer tudo logo. "Há!" dirá minha namorada brava quando ler a piada – amor, te amo. Seguindo, até agora você deve achar tudo isso ainda é muito complicado, certo? Errado. Cozinhar é mais fácil do que você imagina. Basta você saber como servir. Juro! Vou te ensinar a fazer um miojo au mauri. Tudo que você vai precisar é um macarrão instantâneo, queijo ralado, pimenta do reino, um limão e azeite de oliva italiano. Faça o macarrão, dissolvendo sim o tempero na água (que mania!). Escorra a água e passe em água fria (pra não grudar - técnica de mama). Corte o limão em quatro - corte meio/meio. Coloque metade no macarrão e misture - só pra misturar e não lembrar tanto o macarrão instantâneo. Feito o macarrão, pegue uma pequena porção e coloque no centro do prato deixando a borda limpa – sim cara, com a mão (mão suja de molho? ponto pra ti). Depois acrescente (jogue) o queijo ralado e a pimenta do reino no macarrão deixando, principalmente, cair nas partes que não tem macarrão no prato. Adicione azeite de oliva, coloque 1/4 do limão virado pra cima pra fazer marra e pronto! Duvida?! Ó - http://cozinha.dreamhosters.com/wp-content/uploads/2008/11/macarrao_ao_limao.jpg. Viu só como ficou bonito.

Brincadeiras a parte, tudo aqui tem seu fundo de verdade, por isso acredite. Cozinhar é divino. É um dos poucos momentos em que você pode descansar a cabeça, refletir sobre a vida e ainda sair ganhado – vulgo janta (sim, duplo sentido). Bom, espero que você saia daqui - no caso daí - achando que cozinhar pode ser mais legal do que você imagina e que, com tantos argumentos, você já ache uma boa idéia trocar o restaurante caro por uma noite no seu apartamento (ou no dos seus pais quando eles viajam) ouvindo uma boa música e bebendo um bom vinho – prefere espumante? Fontana Fredda (toda mãe ama!). Ta, último argumento: é mais barato. Se não ganho pela barriga, ganho pelo bolso.

Ponto. Bom apetite e boa noite.